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Escrito por FENADADOS  20/12/2018
Unisys presenteia seus trabalhadores com descaso total

RETROATIVO DO SALÁRIO E DO TÍQUETE JÁ.

Estamos vivendo uma negociação longa e difícil na campanha salarial desse ano, como foi a realidade de diversas negociações em nossa categoria, em vários estados, no setor privado. Os patrões, apoiados na malfadada reforma trabalhista, tentam retirar direitos de nossos Acordos/Convenções Coletivas, e nossa negociação não foi diferente. A empresa tentou mudanças no plano de saúde e odontológico; alterações profundas na cláusula do tíquete refeição; excluir o Auxílio Alimentação; acabar com feriado do Dia do Trabalhador de Informática entre outros ataques. Mas a resistência dos trabalhadores impediu e colocou a negociação em outro patamar. Ainda temos pendências como o retroativo do reajuste do auxílio creche e uma política mais eficaz para o segmento dos técnicos de campo que, há algum tempo, com o aumento da demanda de novos contratos, e o fechamento de escritórios regionais, vem sofrendo com inúmeros problemas no seu dia a dia, tudo isso somado ao debate do valor do reembolso do quilometro rodado. Enviamos à empresa uma solicitação de pagamento do retroativo imediato, já que foi aprovada nas assembleias o percentual de reajuste do salário e do tíquete refeição. Infelizmente a empresa não se posicionou, ignorando nossa reivindicação. Na última mesa, a empresa retirou da sua proposta o parágrafo que previa o não fornecimento do tíquete em locais onde a empresa forneça refeição. Mas não deu resposta a outras questões, por isso, não podemos esmorecer e precisamos dar continuidade a nossa luta. A negativa da empresa em não pagar o retroativo não se justifica pois já estamos com 97% do acordo consensuado. E não existe impedimento legal, a empresa fez isso com o reajuste do quilometro rodado, que   foi implementado, sem o acordo está fechado. Reivindicamos o pagamento em folha completar do retroativo do reajuste salarial e a complementação do retroativo do tíquete refeição ainda nesse ano, pois sabemos que problema financeiro não é o impedimento, pois a todo o momento vemos a direção da empresa parabenizar as equipes por novos contratos.  Esta seria uma forma da empresa se retratar depois de uma campanha salarial de ataques, que criou um profundo desgaste em sua relação com os  trabalhadores. 

ACORDO DE 2 ANOS, UMA REALIDADE A SER DEBATIDA COM CALMA.

 A empresa, na nossa última reunião, apresentou uma proposta de se construir um acordo de 02 anos, modelo já aplicado em empresas da nossa categoria. Estamos entrando em uma conjuntura de construção de várias oportunidades para a empresa no ano de 2019. Então não repetir o caos desse ano, causado exclusivamente pela política equivocada de negociação por parte da diretoria de atacar nossos direitos tem tudo a ver. Em primeiro lugar, deixamos claro que esse debate tem que ser feito com a categoria em nossas assembleias, segundo que algumas premissas têm que existir para facilitar essa discussão, tais como:

Pagamento do retroativo do tíquete refeição e dos salários, assegurar a retroatividade do auxílio creche e o GT – Grupo de Trabalho para debater a pauta dos técnicos de campo. Avançando nisso, vemos clara   possibilidade de construir uma proposta que se inicie pela manutenção do atual acordo e aprofundando o debate nas questões econômicas. Isso traria tranquilidade as nossas relações nos permitindo iniciar 2019, com civilidade e bastante motivação para os novos desafios. 

PLR 2018

Apesar de ainda estarmos no debate de nossa campanha salarial, não podemos esquecer da PLR 2018, queremos que a na próxima mesa de negociação a empresa se posicione.

Não vamos abrir mão dessa conquista. Se a empresa está achando que esquecemos, está muito enganada, já para próxima mesa queremos um posicionamento sobre o tema. Chega de enrolação, queremos e exigimos respeito. 

 

Ex senador Lindberg Farias em defesa do Serpro e da Dataprev e contra as Privatizações

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