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Escrito por FENADADOS  01/12/2017
Enquanto houver capitalismo haverá racismo

A Fenadados junto com os sindicatos filiados realizou no dia 22 de novembro de 2017, em Salvador-BA, o Encontro Nacional de Igualdade Racial dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação. O debate contou com a presença de representantes de diversos sindicatos e teve como palestrantes Erilza Galvão dos Santos - Sociologa e Meire Reis - historiadora e Dr. Marcelo Amorim - assessor juridico do Sindados.

O debate teve inicio com os palestrantes relatando sobre a chegada dos negros no Brasil, suas lutas libertárias e as diversas revoltas que ocorreram principalmente no estado da Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e outras. Foi denumciado a questão da intolerancia religiosa, a necessidade de defenderemos as cotas, foi denumciado a imposição  do papel  secundário dos negros, das mulheres, e dos indios no mercado de trabalho desde o inicio da escravidão até os dias atuais. Foi reafirmado o papel importante na luta contra a escravidão, denumciado também o papel da midia  racista, homofobica e escravocrata que tenta rasgar o papel da companheira Dandara, na historia.  

O debate tambem norteou a questão da escravidao moderna e o repudio contra a lei, do governo ilegitimo de Temer, que descriminaliza o trabalho análogo a escravidão, a violencia policial contra os negros(as) a falta de politicas publicas para atender a juventude, a matança por parte do estado contra essa mesma juventude(justificando envolvimento com drogas, como a tragedia que aconteceu em Salvador, onde foram assasinados covardemente 13 (treze) jovens e, que até agora, nimguem foi punido.

Enfim, debatemos a situação do negro e das mulheres no mercado de trabalho, que embora seja maioria em alguns setores da economia e de alguns estados, continuam recebendo menores salários, exercendo papel secundário, sendo descriminadas e assediadas moralmente a todo momento, tanto na iniciativa publica como privada. Foi debatido tambem a necessidade da luta contra o capitalismo, contra as privatizações as Reformas Trabalhista e Previdenciaria sendo consenssuado que enquanto houver capitalismo haverá racismo! E todo e qualquer tipo de intolerancia.

Foi discutido tambem o papel dos negros na area de Tecnologia da Informação, onde foi constatado o seu papel secundário na atuação laboral e nos cargos estratégicos das empresas, onde em pleno debate fomos surpreendidos com uma propaganda deliberadamente racista por parte da direção do Serpro. Da qual repudiamos e ficamos de submeter ao juridico uma moção de repudio não só pelos presentes no encontro como tambem pela Fenadados. Foi criado o forum de discussão da igualdade racial que tem como participantes os sindicatos presentes coordenado pela secretária de igualdade racial da Fenadados, que já deliberou que o próximo encontro  vai ser na plenária nacional de campanha e foi deliberado que esse encontro nacional  ocorrerá anualmente sempre no mês de novembro e o local será tirado no próximo encontro que ocorrerá na plenaria nacional de campanha salarial.

SAUDAÇÕES SOCIALISTA E LIBERTÁRIA.

 

LUIS CARLOS FRANÇA

DIRETOR DE IGUALDADE RACIAL DA FENADADOS. 

                                                                      ENQUANTO HOUVER CAPITALISMO HAVERÁ RACISMO.

Presidente da Fenadados, Carlos Alberto Valadares (Gandola) alertou os deputados, na Assembléia Legislativa do Pará, que a venda do Serpro e da Dataprev colocará em risco a paralisação do governo, caso empresa privada descumpra contrato. Também lembrou que o comprador terá exclusividade na prestação do serviço ao governo, acabando com a isonomia no mercado, que hoje através de licitações se habilita a prestar os serviços de informática.

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